Ontem eu tive um sonho muito interessante, que me fez refletir. O sonho foi como uma linha do tempo, onde revi os melhores momentos, como em um filme e também pude ver novamente pessoas importantes que fizeram e fazem parte da minha vida. Assim que acordo pela manhã, costumo me lembrar de algumas coisas que eu sonhei. É, porque eu sempre sonho. Mas são partes, ás vezes insignificantes que me lembro ao abrir os olhos mas logo me esqueço. Porém, este sonho da noite anterior, diferente dos outros, teve um significado maior, porque revivi instantes maravilhosos.
Sonhei com a minha infância. Esta concerteza foi a maior parte do sonho, até porque, considero esta a melhor fase. Por muitas vezes estive no Parque Municipal com meu irmão, meu pai e minha mãe. Na maioria das vezes, era papai quem nos levava. Sonhei com a minha infância no conjunto onde eu nasci. Eu era muito feliz e não sabia. Achava que o conjunto era o paraíso, porque tinha brinquedos, piscina, pracinha, salão de festas onde comemoravam todos os aniversários, sempre com um tema diferente e um desenho lindo feito pelo papai.
Vó Daia, vô Dete, vó Leda e o vô Fábio, participaram diretamente na minha infância.... Lembro-me como se fosse hoje, quando a Vó Daia chegava no portão da minha casa para fazer o almoço do dia e cuidar da gente em quanto minha mamãe trabalhava. E a comida? Hum... maravilhosa!!!. Como aquela não tem igual. E o vô Dete, escutando o seu radinho na sala, sempre com o mesmo pijama. Inesquecível.... A vó Leda e o vô Fábio, são os pais do papai. Convivi muito pouco com eles, porque eles se mudaram para uma cidadezinha chamada São João Nepomuceno, em Minas mesmo. Com a mudança, só nos viamos nas férias e mesmo assim, quando iamos para lá. Eu era novinha, mas me lembro pefeitamente do natal que passamos lá. Foi quando eu descobri, que Papai Noel não existe. Como para qualquer criança de mais ou menos cinco ou seis anos de idade, foi uma decepção. Eu vi a vovó Lêda colocando os presentes na árvore de natal e também o meu avô batendo a campainha do lado de fora da casa, para nos impresionar com a chegado do bom velhinho.
Mamãe e papai...também tenho ótimas lembraças de quando ainda eram casados. Graças á eles, minha infância foi perfeita. Tive de tudo e brinquei muito. Não posso negar, que fui uma criança muito feliz - Estudei na melhor escola, graças á mamãe, que sempre trabalhou nela. Meu pai, não cuidava muito da gente, mas com ele a diversão era garantida. Não posso negar, que tudo na nossa vida, temos e somos pelo esforço e dedicação da mamãe. Depois que meus pais se separaram, quando ainda eramos crianças - eu com 10 anos de idade e meu irmão com oito, o contato com o papai foi a cada ano que se passava diminuindo. Ele tinha outra família e muitos filhos pequenos para cuidar. No meu sonho, os momentos no parque e na escola estiveram mais presente, as brincadeiras do papai no bosque do conjunto onde moramos, era de arrepiar, tinhamos medo, porque ele queria nos assustar com imitações de monstros. Aprendi a andar de bicicleta com o papai e com a mamãe,aprendi as boas lições da vida.
Passamos férias em Montes Claros também. A tia irmã da mamãe morava lá. As férias eram maravilhosas. Como a cidade é muito quente, o clube era diversão garantida de todos os dias. As festas de anivesário da minha prima era excepcional. Cidade pequena, sabem como é - todo mundo conhece todo mundo e então, tinha muitas pessoas presente na festa. A elite da cidade, era presença garantida, porque meus tios eram pessoas muito conhecida e também queridas por eles. Hoje eles não moram mais lá. Mudaram-se para BH e hoje, são meus vizinhos. Nesta parte do sonho, enquanto me lembrava, gostei muito de reviver esses momentos, mas ao mesmo tempo, refleti que muita, mas muita coisa mudou. porém, não sei explicar o porque.
Ahh.. a festa de 15 anos, foi o acontecimento mais marcante na minha vida até hoje. Em um dia de chuva, muita chuva... não me lembro de outro dia com uma tempestade como aquela. Para ir embora, muitas pessoas improvisaram a caneca para tira água dos carros. Outros, até boiaram no rio que se fez nas ruas com a chuva, mas, nada disso atrapalhou a festa. Foi simplesmente linda. Toda a família, pessoas importantes e amigos estiveram presente.
O mais interessante deste sonho, foi que, somente os melhores momentos da minha vida se fizeram representar nele. Sonhei com o dia em que soube que havia passado no vestibular para o curso de jornalismo. Este momento não foi especial somente pelo fato de ter passado no vestibular. Teve um significado muito maior, porque muitas pessoas, não acreditavam que eu fosse capaz de um dia, entrar para a faculdade. Apesar de uma infância feliz, tive algumas dificuldades para me adaptar á algumas situações comuns para todas as crianças. Alguns problemas decorrente ao meu nascimento, pré-eclampse que a minha mãe teve, me fizeram demorar um pouco mais para conseguir fazer tudo aquilo que as crianças da minha idade faziam. O meu desenvolvimento foi mais lento, porém, a dificuldade não me impediu de realizar nada, muito pelo contrário, sempre foi o meu desafio superá-la. No meu tempo e no meu modo, realizei todas as etapas da minha vida.
A faculdade foi um momento de aprendizagem, amadurecimento e crescimento em muitos sentidos, nos quais me fizeram uma pessoa mais sensata, mais dona de mim. Tive a ajuda pessoas maravilhosas que conheci durante o curso, com o tempo conheceram cada dia mais um pouco de mim e me fizeram enxergar muita coisa que estava á minha volta, que eu não via, por falta de atenção. Junto com elas fizemos muitos trabalhos,estudamos muito para as provas semestrais e também discutimos alguns pontos em momentos tensos de discórdia, absolutamente normais, que nunca abalaram a nossa amizade. Com elas me diverti, sai e aprendi muita coisa. Sou eternamente grata a essas grandes amigas que Deus colocou no meu caminho.
Intensos quatro anos que me transformaram por completo. Me formei em jornalismo e hoje, tudo o que mais quero, é exercer a profissão que escolhi seguir. Não é fácil, todos nós sabemos que a realidade do mercado é um tanto cruel, devido á competição. Nesta situação, o que me acontece são longos momentos de angústia e "sofrimento". Vontade de dar o melhor de mim em tudo o que aprendi na faculdade e na vida, mas as circunstâncias vêm impedindo o progresso. Neste instante eu volto á minha filosofia de vida quando eu digo sempre que, "as coisas na minha vida demoram a acontecer, mas nunca deixam de se realizar. Em um instante, quando eu menos espero, tudo o que eu desejo por um longo tempo, passam acontecer com intensidade, e nesta hora que, mais uma vez eu me supero e mostro para todos o que eu posso e quem eu sou".
Agradeço á Deus por ter me dado a oportunidade de viver. A cada dia que passa, mesmo diante todas as dificuldades impostas, vuo aprendendo a viver. É assim que eu desafio todos os limites. É assim também que eu vou tentando ser feliz.

